50 Anos // 50 Vozes

Salvé o Dia 12 de Julho de 1975!

Maria Manuel Azancot de Menezes

É uma honra expressar-me sobre o 50º Aniversário da Independência de S. Tomé e Príncipe, e saber que um grupo de pessoas que ama este País irá ler estas palavras nesta ocasião marcante.

Como outros tantos milhares de pessoas, sou uma voz anónima em S. Tomé e Príncipe, sou uma voz descendente do pulsar de um coração de S. Tomé e Príncipe, sou uma voz que não ocupa espaço físico porque é feita de afecto e sou uma voz filha da Diáspora – Aquela Diáspora, que por motivos diferentes mas sempre por motivo de força maior, foi e é formada pelos antepassados dos santomenses ou pelos próprios, que se afastaram destas duas ilhas tão singularmente belas e abençoadas na linha do Equador: a Ilha de S.Tomé e a Ilha do Príncipe.

Se do passado permanecem lembranças com risos e lágrimas, glórias e derrotas, vida e morte … do presente devem ficar pactos, que se traduzam em acções diárias responsáveis e honradas em cada um, fazendo sempre o melhor em todas as vertentes da sociedade. 

Os naturais de S. Tomé e Príncipe fora do País, os da diáspora, para onde vão levam um pouco da terra dentro do peito. Os seus descendentes aprendem a amá-la, ao escutar lembranças contadas com saudade em português, ou no seu modo inconfundível de falar do crioulo forro, angolar, principense ou outros. E os seus descendentes aprendem, e apreciam hábitos culturais reflectidos na culinária, na música, na dança, no artesanato, na pesca, na caça, etc … de S. Tomé e Príncipe. Que permaneçam os bons hábitos, pois quase nasce involuntariamente um compromisso moral de honrar os antepassados.

Falar do futuro é falar do sonho, compromisso, trabalho, almejar ser feliz. É sonhar com projectos realistas, com os pés assentes na terra para ver, desenvolver-se a Educação inclusiva, com merenda escolar, transportes e bolsas de estudo internas para os estudantes menos favorecidos, desenvolver-se a cooperação com países de expressão portuguesa (mais acessíveis pela língua); multiplicar cursos, conhecimentos e atualizações técnicas na Saúde, facilitar investimentos na Educação Desportiva, dar estímulos para incrementar a Agricultura sempre de qualidade, saber de apostas em outras fontes de Energia que as ilhas possam oferecer, apostar nas pequenas Indústrias, nas Artes, proteger Habitats, espécies da Flora e Fauna, enfim, enfim …  Ver sorrisos em todas as idades, deixar um legado-oferta para as gerações do futuro, para que sobretudo os jovens optem por ficar no seu país e o seu sonho não seja emigrar.  

Como sonhar não é proibido, sonho que todos um dia contribuirão seguros e com orgulho, tentando elevar alto o nome de S. Tomé e Príncipe, quer dentro do País, quer no exterior, comprovando -se com reconhecimentos, as grandes realizações dos seus filhos. 

Viva S. Tomé e Príncipe! Parabéns S. Tomé e Príncipe. 

Muitas felicidades para o seu povo.